O LIVRO
“É
um mundo estranho...”
A frase é repetida algumas vezes pelos personagens Jeffrey e Sandy no filme
“Veludo Azul” (86), do diretor David Lynch, referindo-se ao universo
misterioso e assustador habitado pela cantora Dorothy e seu amante, o bizarro
Frank. E faz pensar: o que é estranho, afinal? Muitas vezes chamamos de
estranho aquilo que não conhecemos.
“Tragam os Cavalos Dançantes” atira no colo do leitor um punhado
de polaróides, sem retoques nem photoshops, de um universo estranho, bizarro,
assustador, ou simplesmente divertido, hedonista e ingênuo, dependendo de
quem o observa.
Através de depoimentos reveladores e surpreendentes, vem à tona
os bastidores do Grind – a matinê que coloca em ebulição
a casa noturna paulistana A Lôca nas noites de domingo.
Completando dez anos de vida, o Grind – que nasceu com a proposta de tocar
rock para público gay – é hoje um símbolo da vida noturna
de São Paulo e passagem obrigatória para quem transita pelo estranho
mundo notívago. Para quem já passou por lá, para quem passa,
para quem passará, “Tragam os Cavalos Dançantes” é
agora também obrigatório.
Para criar o livro, o autor entrevistou cerca de cem pessoas, entre freqüentadores
novos e antigos, DJs, performers, divulgadores, promoters, os proprietários
da Lôca, enfim – todos aqueles que de uma maneira ou de outra, contribuíram
para a criação da festa Grind. Ou que viveram e testemunharam momentos
marcantes lá dentro.
Ao longo das páginas, o leitor acompanha uma vibrante e ininterrupta entrevista
com tais personagens, numa colcha de retalhos de depoimentos e registros, compondo
assim um mosaico que, olhado à distância, revela a essência
do Grind.
Figuras como André Pomba, Michael Love, Alisson Gothz, Victor Piercing,
Claudia Wonder, Pedro Alexandre Sanches, Jack Mugler, entre outros, lembram fatos,
boatos, delírios e histórias que marcaram os 10 anos de existência
do Grind na Lôca. Uma história que se confunde com a própria
evolução da noite gay paulistana nesse período.
“Tragam os Cavalos Dançantes” tem capa e projeto gráfico
de Eduardo Burger, prefácio de Newton Branda e um caderno de fotos no meio
do livro, com imagens que imortalizaram tais peripécias.
O livro é um lançamento independente, numa parceria entre o autor
Lufe Steffen, e a Associação Cultural Dynamite.
VEJA
AQUI O TEASER DO LIVRO
Contato: tragamolivro@yahoo.com.br